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A dupla face da sociedade de consumo e sua relação com o meio-ambiente sob uma perspectiva marxista

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Por CAMILA PAESE FEDRIGO e DÉBORA BÓS E SILVA

O presente artigo analisa a dupla face da sociedade de consumo e sua relação com o meio-ambiente sob uma perspectiva marxista. Por um lado, o progresso é reflexo da sociedade de consumo, contribuindo, sobremaneira, para o acesso à saúde e novas culturas. De outro lado, propaga a disseminação do sujeito-coisificado que só subsiste enquanto consome, acarretando inestimáveis consequências ao meio-ambiente. A sociedade de consumo não pode continuar subjugando a Mãe Pachamama, visto que cada vez mais se mostra que o homem é dependente do meio em que vive, tendo a obrigação de desenvolver uma relação de bien vivir para com a natureza. É dizer, sob uma perspectiva marxista, reconhecendo o desenvolvimento político que assegure o progresso sem que este resulte na destruição do meio-ambiente.

Os pensadores da filosofia jurídica e estudiosos do direito, em sua maioria de formação liberal interpretam que a justiça social se dá quando o ser consegue ser proprietário de um mínimo existencial. No entanto, o pensamento de Karl Marx acaba por flexibilizar o conceito de mínimo existencial, uma vez que adequaria os bens à necessidade de cada qual, pensamento retratado em seu pensamento “De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades”2. Eis aí um grande marco no entendimento da filosofia marxiana, porque, ao contrário do que o senso-comum nos impele a pensar, para Marx os homens não são e nem devem ser iguais; na verdade, dar a cada um na medida que necessita não significa igualá-los e extirpar suas características individuais.

E o direito, por sua vez, tem o condão de dar guarida aos necessitados e impor freios aos exploradores. Os explorados não são mais apenas homens que vivem sua vida para o trabalho, os explorados agora são todos os demais seres vivos que o ser humano acha poder subjugar, por crer que não tenham razão. Cada vez mais o homem-coisificado está muito mais preocupado em ostentar sua riqueza, dando vazão para o pensamento predominante da sociedade ocidental que privilegia a “reciclagem” constante de produtos, pois, se não o fizer, não é um verdadeiro cidadão da sociedade de consumo. É fato posto que cada vez mais o ter se sobrepõem ao ser, incitando o consumo desenfreado pela troca constante (e desnecessária) de produtos causando graves consequências à natureza.

A revolução industrial pode (e deve) ser considerada o marco inicial do capitalismo, mormente porque é a partir dela que passa a haver a substituição da ferramenta pela máquina e da manufatura pela maquinofatura. Este capitalismo liberal (ou industrial) tinha por matéria prima o carvão e as máquinas a vapor. A palavra-chave para definição deste tipo de capitalismo é o “livre-mercado”. As primeiras lutas de classes passam a ocorrer ainda nesse momento, de confrontos enrte burgueses e proletários. Estes últimos trabalhando numa longa e exaustiva jornada de trabalho, com poucos (ou nenhum) direitos e uma grande extração da mais-valia. O que referemos por mais-valia é uma criação teórica com aplicação prática criada por David Ricardo e aperfeiçoada por Karl Marx: para este último, em seus estudos conclusivos, o operário apenas possui sua força de trabalho e é isso que oferece ao burguês, que é dono dos meios de produção.3 O burguês a compra por uma determinada quantia em dinheiro, ou seja, o salário, para fazê-lo trabalhar durante certo período temporal. No momento que efetua a compra, a força de trabalho passa a pertencer ao burguês, que dispões dela como bem entender.

O custo da manutenção da força de trabalho do operário e das máquinas constitui seu valor e a mais-valia é a diferença entre o valor produzido pela força de trablho e o custo de sua manutenção, ou seja, o lucro que o burguês adquire do trabalho do proletário. Aumento de produção gerou aumento de mão-de-obra que também gerou aumento na demanda energética, na extração de matérias-primas renováveis e não-renováveis e, obviamente, mercado para os novos produtos que surgiam. E foi assim que a poluição passou a constituir um problema à humanidade e a atividade econômica capitalista passou a acarretar a urbanização, com grandes concentrações urbanas.

Se considerarmos que a própria aglomeração urbana é per se fonte de poluição, uma vez que implica, no mínimo, em acúmulo de lixo e desmatamento, No entanto, o mais importante é que o capitalismo, por ser um sistema econômico voltado para o acúmulo de riquezas estimula o acúmulo constante de mercadorias.

Com um número crescente de indivíduos morando nas cidades, agora mais ou menos organizadas, as indústrias produzindo em larga escala porque o mercado havia sido ampliado, a Revolução Industrial fez que fossem derrubadas matas sem a ponderação de consequências a longo prazo, também procurou desagregar os pequenos artesãos e as sociedades primitivas, eis que eram vistos como empecilhos para o novo tipo de “progresso” em ascensão.4

É desde então, com o desenvolvimento e crescimento do capitalismo que a natureza bruta deixa de existir e passa a dar lugar para um meio ambiente modificado, produzido pela sociedade moderna emergente. A harmonia do homem com a natureza passa a ser fator secundário, e passa a entendê-la como apenas mais um dos produtos que pode comprar pelo comércio.

O capitalismo surgiu como reflexo decorrente do crescimento da população e da acumulação de capital das empresas que se expandiram, possibilitando a oferta de novos e variados produtos, incentivando uma cultura desenfreada pelo consumo através de anúncios publicitários cada vez mais bem elaborados por agências de publicidade. Nem sempre a sociedade se portou dessa maneira, preocupada cada vez mais com o ter do que o ser, pelo contrário, havia certeza e estabilidade na vida das pessoas. A forma de lidar com os problemas se dava, sobremaneira, de forma distinta, conforme aponta Gilles Lipovetsky:

As pessoas hoje pagam para correr, sendo que antes corríamos de graça. Antes, para nadar, íamos aos rios. Agora precisamos pagar para frequentar piscinas. Quando tínhamos problemas, falávamos com o padre, hoje falamos com o psicólogo. Conversar, pedir conselhos, virou consumo. 5

Como dito, a sociedade de consumo possui uma dupla face, positiva e negativa, a primeira a saber, caracterizada pelo progresso, refletido em um leque de possibilidades culturais, sociais e econômicas propiciadas pelo poder de compra. Afinal, quem não quer possuir boas condições financeiras para viver de maneira saudável ou possuir condições financeiras para comprar um livro ou assistir uma peça teatral? A grande maioria das coisas que desejamos fazer demandam poder aquisitivo. O quadro em que se insere esse argumento é assim explanado por Gilles Lipovetsky.

É fácil criticar o consumo quando temos muito, mas os mais pobres aspiram ao consumo, pois ele significa progresso. As pessoas vivem melhor com boa saúde, e isso não pode ser desassociado do consumo, pois precisamos comprar remédios e ir ao médico para vivermos saudáveis. O consumo também é capaz de abrir um leque de possibilidades culturais. Por meio dele podemos conhecer o mundo e outras culturas, e isso nos ajuda a conhecer melhor a nós mesmos. 6

Desse modo, o consumo como face positiva pode ser visto como o poder de compra do indivíduo perante os bens essenciais necessários, que muitas vezes são solapados pelo próprio Estado, tais como o acesso aos alimentos saudáveis, a garantia de moradia digna e até mesmo roupas de qualidade. O poder de compra, carregado de sentido, é o que possibilita o acesso às necessidades básicas: saúde de qualidade, ensino para os filhos, boas roupas e uma alimentação digna com os componentes alimentares adequados.

Tais aspectos na vida cotidiana são de inestimável valor, pois um tênis, por exemplo, de qualidade inferior, produzido em massa, tão somente para a venda desenfreada e massiva para um maior número de indivíduos, indiscutivelmente, não trará a mesma qualidade que um produto que, por ter uma qualidade superior, acaba tendo um valor diferenciado, e consequentemente, maior conforto e durabilidade.

Como mencionado inicialmente, a sociedade de consumo possui uma dupla face, analisada em seu aspecto positivo, nos debruçaremos agora, ao outro lado, a face negativa, que nada mais é que a aflição e angústia vivenciada pelos consumidores contumazes, aqueles que sabem o que precisam e mesmo assim valorizam o efêmero. Conforme afirma o filósofo Gilles Lipovetsky, “a relação dos consumidores é cada vez mais uma relação emocional com as marcas que os fazem sonhar, e isso dá origem a um prazer muitas vezes tão intenso que parece durar para sempre”. 7

O tempo dos objetos é que comandam as vidas dos consumidores desenfreados, de forma que para essas pessoas a existência de cada uma delas deve acompanhar o ritmo e sucessão permanente dos objetos. 8 A face negativa desse fenômeno pode ser observada pela necessidade de emoção que o homem-coisificado ostenta: a satisfação momentânea que ocorre pelo consumo. Momentânea porque não supre, na essência, todas as suas necessidades, pois o homem-objeto está em constante (in) satisfação das suas necessidades volúveis. Nesse sentido, cabe lembrar as sábias palavras de Jean Baudrillard: “Todas as sociedades desperdiçaram, gastaram e consumiram sempre além do estritamente necessário, pela simples razão de que é no consumo do excedente e do supérfluo que tanto o indivíduo como a sociedade, se sentem não só existir, mas viver”. 9

Para algumas pessoas, a sua existência está atrelada a essa satisfação pulsante, de forma que o objeto não possui apenas uma finalidade10 e um preço11, mas um valor de signo, que nada mais é que, um meio de atribuir um determinado status aos seus proprietários. Daí porquê, para Jean Baudrillard esse aspecto de atribuição de um status, é o impulso determinante das práticas de consumo da sociedade contemporânea. 12

Essa visão negativa sobre a sociedade de consumo é acompanhada pela constante “reciclagem” que é feita dos produtos de consumo, em especial, os eletrônicos, gerando o fenômeno da obsolescência programada13, não porque acabara a vida útil dos aparelhos, mas sim porque o consumo surge como um sistema feito para elaborar produtos para não durarem, gerando um lucro ainda maior aos fabricantes, e causando prejuízos ao meio-ambiente e de certo modo aos consumidores. Muito embora a possibilidade de catástrofe ecológica seja menos imediata que o risco de uma grande guerra, suas consequências são igualmente perturbadoras, como afirmou Anthony Giddens. 14

Além disso, o cidadão moderno não se basta pelo que tem ainda que seu objeto tenha uma vida útil suficiente para durar por mais um tempo, a mídia o incentiva a trocar o produto ainda que as diferenças sejam mínimas. Slavoj Zizek tem razão quando afirma que quando pagamos a mais por uma mercadoria por causa da marca, pagamos pelo nada e não pelas qualidades positivas da mercadoria. 15

A sociedade de consumo vive um mito. O mito da sobre-abundância da natureza, e dele deriva a crença no caráter ilimitado dos seus recursos (renováveis ou não) e a propriedade de poder extirpar da natureza tudo que ao homem for necessário. O homem do século XXI reveste-se de uma capa de Rei (embora sobressalientes as orelhas de Midas), delirando que possa dominar a tudo e a todos, por submissão ao poder, ou seja, ao dinheiro. No entanto, cada vez mais a Natureza tem demonstrado que não é ela dependente do homem, mas que a relação é, de fato, contrária: o homem, quando a natureza desestabiliza-se minimamente, sofre consequências que nem o dinheiro consegue comprar: as catástrofes causam mortes, que não podem ser negociáveis com Caronte.

A fome, a pobreza e a injustiça de multidões, somados ao domínio de poucos sobre muitos é a face social da crise da natureza. O mesmo sistema que sistematiza as relações entre os seres, que extrai da natureza noite e dia, com máquinas, com homens que só sabem fazer um único ato por toda vida (como os montadores, no filme de Chaplin), em que tudo e todos são reduzidos a um valor, a uma mercadoria, emerge a existência de seres humanos sujeitos a uma luta ingente e diária pela sobrevivência, eis que não possuem valor de mercado. Aliados a eles, há toda natureza que já foi usada e descartada, cujo “suco” já foi extraído, processado e engarrafado, ferida. Entre o barulho das máquinas avilta o grito uníssono e desesperado da natureza, milhões de seres humanos por respeito aos mecanismos de vida.

Eis que o positivismo e o tecnocentrismo de nossos tempos e a ideia da supremacia científica e técnica para a resolução dos problemas sociais (que também são ambientais) que ainda dominam nosso mundo começaram a ser questionados. E isso não é recente, ainda Malthus, com seus estudos acerca das populações16 fora o primeiro a expor uma perspectiva científica do problema do crescimento das populações e da capacidade de carga da natureza.

Os ideais de sustentabilidade17 que passaram a estar cada vez mais presente, no século XX, já germinavam através da doutrina de Marx, como pode ser visto no volume 3 da obra “O Capital”, quando este autor reafirmava a necessidade do homem socializado e dos produtores de governar a natureza de modo racional, propiciando assim, o uso racional de recursos e garantindo condições dignas à sua natureza humana. 18 Uma das mais importantes citações de Karl Marx pode ser vista nos Manuscritos Econômicos e Filosóficos quando Marx afirma:

O homem vive da natureza, isto é, a natureza é seu corpo, e tem que manter com ela um diálogo ininterrupto se não quiser morrer. Dizer que a vida física e mental do homem está ligada à natureza significa simplesmente que a natureza está ligada a si mesma, porque o homem dela é parte. 19

Desse modo, para Marx, a relação da natureza com o homem é uma relação profunda, transformada pela ação humana. Na célebre obra “O Capital”, Karl Marx já alertava que o capitalismo seria um fim em si mesmo pela exploração da força do trabalho, assim como, pelo esgotamento da natureza. 20 Por essa razão, defende que se é pelo processo de trabalho que os homens interagem com a natureza, tal interação não pode gerar a degradação e a destruição da natureza, pois ao mesmo tempo em que isso acontece, modifica a sua própria natureza. Nessa mesma linha de pensamento Friedrich Engel alertava que na medida em que os homens transformam a natureza, devem ficar atentos para as consequências que advirão.

Essa forma de visão fortalece uma modificação na percepção e forma de agir por parte dos membros da sociedade, que não raras vezes atuam com total ‘ignorância’ daquilo que está bem na sua frente. Vale dizer, o padrão geral de comportamento dos indivíduos no tocante ao meio-ambiente é à base do autoengano, ou seja, nas palavras de Holmes Rolston, invés de se concentrar mais na crise que paira no mundo global, parece que as sociedades se tornam mais tacanhas à medida que decaem. 21

A “ignorância” que nos referimos não é a falta de conhecimento, mas no sentido exarado por Slavoj Zizek, “sabemos que a catástrofe ecológica é possível e até provável, mas não acreditamos que acontecerá realmente”. 22

O meio-ambiente não durará para sempre. O estado de exaustão da Mãe Terra já ultrapassou o limite do aceitável, e cada dia que passa a situação se agrava. Zizek fala, com razão, que um dos quatro cavaleiros do apocalipse é a crise ecológica. 23 Esse é o cenário que temos, mas é sempre possível buscar a reversão da história a partir de uma mudança profunda, que privilegie a ideia marxista de co-pertença entre homem e meio ambiente, e um bom começo para isso é a redução no consumo de recursos. 24

A concepção do sumak kawsay nada mais é que um discurso de resistência alternativo ao modo capitalista, privilegiando um bem viver pensado para todos, com origem na ética indígena de harmonia entre o ser humano e a natureza. Para o economista Pablo Dávalos:

O Sumak Kawsay é a proposta para que a sociedade possa recuperar as condições de sua própria produção e reprodução material e espiritual, ou seja, uma nova visão da natureza, sem ignorar os avanços tecnológicos nem os avanços em produtividade, mas sim projetando-os no interior de um novo contrato com a natureza como parte de sua própria dinâmica, como fundamento e condição de possibilidade de sua existência no futuro. 25

Deve haver um equilíbrio entre o meio-ambiente e a sociedade de consumo, isto a fim de que ao mesmo tempo em que seja propiciado o atendimento às necessidades humanas, não se promova o retrocesso de uma sociedade de consumo preocupada unicamente com o lucro a qualquer preço, promovendo condições para a reconciliação entre os seres humanos e a natureza, em uma relação harmônica, onde o progresso passa a ser compreendido sem que este resulte na destruição do meio-ambiente, exigindo o rompimento com os postulados do desenvolvimento capitalista.

Diante das considerações tecidas no decorrer do presente artigo, chegamos à conclusão que é urgente que o homem promova uma mudança de dentro pra fora, isto é, da consciência interna para à ação, que não se subsume tão somente a construção teórica, mas também, uma construção fática, cotidiana, solidária, refletindo sobre a necessidade de proporcionar um futuro às presentes e futuras gerações o que só será possível pelo engajamento conjunto, e pela presença cada vez mais constante de uma consciência ambiental que privilegie uma visão ética e harmônica de respeito ao meio-ambiente.

 

CAMILA PAESE FEDRIGO – Acadêmica da Graduação em Direito da Universidade de Caxias do Sul. Pesquisadora dos grupos “JURISDIÇÃO E TEORIA DA DECISÃO: a necessidade de superação da estandardização e suas implicações no Direito Ambiental”, coordenado pelo prof. Dr. Jéferson Dytz Marin e “Jurisdiçao, Ambiente e Direitos Fundamentais.”, coordenado pelo prof. Dr. Carlos Alberto Lunelli. Estagiária da Procuradoria-Seccional da Fazenda Nacional.

DÉBORA BÓS E SILVA – Bacharela em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Juíza-Leiga na Comarca de Porto Alegre-RS. Aluna da Escola Superior da Magistratura (AJURIS).

 

1[] Este trabalho foi apresentado no II Congreso de Direito e Marxismo, que aconteceu na Universidade de Caxias do Sul no mês de maio.

2[] MARX, Karl. O capital. Crítica da economia política. 18.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. p. 18.

3[] MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. O manifesto comunista. 6.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000. p. 65.

4[] Aliás, o pensamento de que a vivência humana era o “valor-fonte” de todas as coisas é bastante difundida por Miguel Reale, grande entusiasta do Movimento Integralista Brasileiro. Note-se que o autor olvida que o ser humano como pessoa, embora de elevado valor social e moral, possui tal valor condicionado, eis que a Terra continuaria a existir mesmo sem a presença humana.

5[] LIPOVETSKY, Gilles. O brasileiro tem paixão pelo luxo. [Entrevista]. ISTOÉ.independente. Disponível em:<http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/228717_O+BRASILEIRO+TEM+PAIXAO+PELO+LUXO+. Acesso em: 24 abr. 2013.

6[] LIPOVETSKY, Gilles. O brasileiro tem paixão pelo luxo. [Entrevista]. ISTOÉ.independente. Disponível em:<http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/228717_O+BRASILEIRO+TEM+PAIXAO+PELO+LUXO+. Acesso em: 24 abr. 2013.

7[] LIPOVETSKY, Gilles; ROUX, Elyette. O luxo eterno. Da idade do sagrado ao tempo das marcas. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2005. p. 19.

8[] BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. São Paulo: Martins Fontes, 2008. p. 18.

9[] BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. São Paulo: Martins Fontes, 2008. p. 40.

10[] Baudrillard afirma que a finalidade é, na realidade, um valor de uso. In: _____Morre o filósofo Jean Baudrillard. [Reportagem] O Globo e O Globo Online. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/cultura/morre-filosofo-jean-baudrillard-4211052>. Acesso em: 24 abr. 2013.

11[] Baudrillard afirma que o preço é um valor de troca.

12[] BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. São Paulo: Martins Fontes, 2008. p. 66.

13[] Como reportamo-nos ao outro artigo de nossa autoria (Os reflexos da obsolescência programada no meio-ambiente), a obsolescênia programada é um fenômeno que tem como objetivo evitar a saturação do mercado, impedindo que o mercado permaneça estático. Contudo, tal fenômeno possui reflexos no meio-ambiente, entre os quais o lixo tecnológico, onde a troca cada vez mais constante de produtos, gera a descartabilidade, contaminando o solo com substâncias prejudiciais ao homem e ao meio-ambiente.

14[] GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Universidade Estadual Paulista, 1991. p. 172.

15[] ZIZEK, Slavoj. Vivendo no fim dos tempos. Tradução de Maria Beatriz de Medina. São Paulo: Boitempo, 2012. p. 169.

16[] MALTHUS, Thomas Robert. Ensaio sobre o princípio da população. Lisboa: Europa – América, 1999. p. 249.

17[] RESK, Sucena Shrkrada. A ecologia de Marx. Revista Filosofia. Portal Ciência & Vida. Disponível em: <http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/41/artigo158665-1.asp>. Acesso em: 01 de mai. 2013.

18MARX, Karl. O Capital. Crítica da Economia Política. O processo global de produção capitalista. Livro 3. v. IV. São Paulo: Difel, 1983. p. 20-46.

19[] MARX, Karl. Manuscritos Econômicos e Filosóficos. Lisboa: Edições 70, 1993. p. 27-30.

20[] MARX, Karl. O Capital. Crítica da Economia Política. O processo global de produção capitalista. Livro 3. v. IV. São Paulo: Difel, 1983. p. 38.

21[] ROLSTON, Holmes. Four Spikes, Last chance. Conservation Biology, v. 14, n. 2, p. 584-585.

22[] ZIZEK, Slavoj. Vivendo no fim dos tempos. Tradução de Maria Beatriz de Medina. São Paulo: Boitempo, 2012. p. 221.

23[] ZIZEK, Slavoj. Vivendo no fim dos tempos. Tradução de Maria Beatriz de Medina. São Paulo: Boitempo, 2012. p. 221.

24[] Ibidem, p. 220.

25[] DÁVALOS, Pablo. Sumak Kawsay: Uma forma alternativa de resistência e mobilização. [Entrevista]. Instituto Humanitas Unisinos. Sábado, 21 de agosto de 2010. Disponível em: <http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/35544-sumak-kawsay-uma-forma-alternativa-de-resistencia-e-mobilizacao-entrevista-especial-com-pablo-davalos>. Acesso em: 02 abr. 2013. 

Comentários

2 comentários sobre “A dupla face da sociedade de consumo e sua relação com o meio-ambiente sob uma perspectiva marxista

  1. Débora Bós disse:

    Sidimar,
    Agradecemos os elogios tecidos. A proposta do nosso artigo foi, justamente, refletir sobre a necessidade do homem repensar o seu modo de viver. Quando isso ocorre, fica muito mais fácil modificar práticas e hábitos desnecessários, modificando, a partir daí, nossa maneira de agir!
    Abraço,
    Débora.

  2. Sidimar Ortiz Tavares disse:

    Pertinentes as considerações referidas, nesse artigo, sobre o consumo desenfreado da sociedade capitalista. Penso que o homem consciente precisa repensar seu modo de viver o desenvolvimento sem que isso se traduza num mal para a coletividade. O capitalismo e o consumo parecem ser inevitáveis. Porem cabe aos homens conscientes observar o seu entorno e perceber que o mundo vai muito alem do consumo imediato de coisas. As futuras gerações precisarão habitar esse planeta. Para isso, se faz necessário preservar o individuo e seu meio. Será insuficiente apenas acumular coisas.

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