Assinar Feed RSS Visite nosso canal no Youtube! Siga-nos no Twitter! Encontre-nos no Google Plus! Encontre-nos no Facebook!

Marcha pela descriminalização da maconha divide especialistas

Enviado por , em
Palavras-chave: , , , ,

Proibida na maior parte das capitais em que estava programada, a Marcha da Maconha divide opiniões de especialistas em direito. Os seus organizadores alegam o movimento nacional faz parte de uma campanha internacional pela descriminalização do uso da maconha.

Para o jurista Pedro Estevam Serrano, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, a Marcha da Maconha é um movimento legítimo. Segundo ele, participar do movimento não significa praticar o crime de apologia as drogas.

“Debater ou se manifestar publicamente pela descriminalização de uma conduta não significa estimular o cometimento dessa conduta”, argumentou Serrano, em entrevista à Agência Brasil.

Nem todos concordam com Serrano. “A autoridade policial não pode permitir uma coisa dessas [Marcha da Maconha] nunca”, disse em entrevista à Agência Brasil o professor de direito penal da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Frederico de Oliveira. Para ele, a passeata incentiva o uso de drogas e por isso se constitui em crime.

De acordo com Carlos Frederico, discussões como essa não podem ocorrer “em via pública”, devendo ser debatidas em ambientes acadêmicos e legislativos. Já Serrano acha que “pedir a mudança de uma lei é algo que pode e deve ser feito de público e esse debate deve ser posto em público”.

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/02/materia.2008-05-02.0351917008/view

Comentários

3 comentários sobre “Marcha pela descriminalização da maconha divide especialistas

  1. Maconha como está não é legal. Têm que legalizar!
    Maconha chama ao uso de drogas ilícitas? Não! O uso da maconha é o resultado do chamado das drogas lícitas que abrem portas para todas as outras, a bebida alcoólica e o cigarro.
    A certeza de que como está não pode ficar, está clara para todo o mundo. Porque não é legal.
    Temos hoje no Brasil, milhões de irmãos e suas famílias sofrendo pelo preconceito e falta de vontade política, trazendo prejuízos de ordem financeira à sócio-familiar. Levando aos lares brasileiros a aflição e o desespero, por inclusive questões judiciais.
    Tudo isso por falta de uma política séria, de controle e ordem do estado para algo que ele só controlará, a partir do momento em que realmente assuma o controle em suas mãos. Mobilizando profissionais de todos os setores ligados à questão, para equacioná-la. Pois no modelo de atuação, ou melhor dizendo, da falta dela, não deu e nunca dará certo.
    É preciso legalizar, como a própria palavra diz, tornar legal, interpretando-a em todos os seus sentidos. Têm que estudar e acompanhar com pesquisas cientificas para se orientar e orientar, antes de criminalizar, pois esta segunda opção já provou que não funciona.
    Para que não haja dúvidas quanto a minha imparcialidade, não uso, por sorte, porque o meu organismo rejeitou a substância como um dia ao álcool, igual ao de tantos milhões que tiveram essa mesma sorte, mas não porque era legal ou ilegal.
    É tão óbvio e simples no mínimo amenizar a dor e o sofrimento de milhões de brasileiros, basta controlar. Pois todos sabem que quem o controle tem, controla. É obrigação do Governo assumir também este controle, e não penalizar a sociedade ainda mais com leis e práticas punitivas que ao longo de cinco décadas provaram que não dá certo.
    Pois a crueldade de preconceituar, ofender, prender, torturar e matar quem aspira a fumaça de uma perfumada folha seca que faz muito menos mal à saúde do homem que a fedida fumaça da folha do cigarro, tem que acabar. Pois, por mais que alguém consiga usá-la continuamente, não se embriagará trazendo o risco da violência para a sociedade, como a embriagues da bebida alcoólica. Ah! A guerra do tráfico? Só existe porque o governo não assume o controle, da produção, venda e consumo.
    Sou a favor do homem livre, para que possa lutar por ele próprio e pela humanidade. Mas se alguém cai na armadilha da dependência de uma substância química, temos que apoiá-lo na luta contra ela. Por isso é necessário e obrigatório o controle do estado sobre o plantio, venda e consumo da maconha. Pois é algo que já fugiu do controle, tornou-se popular como a bebida alcoólica e o cigarro, sem o mesmo mal dos dois últimos.
    Assistimos diariamente um Lobby, esta pressão velada, extremamente prejudicial para a nossa população, na maioria das vezes ingenuamente alimentado pela grande mídia. Para transformar a nossa justiça e segurança em iniciativa privada. Isto sim, seria o caos.
    Funcionários de empresas de segurança privada multando motoristas, cuidando do monitoramento eletrônico de orgãos públicos e cidades. Como também da administração de complexos penitenciários públicos ou privados. Oras, infelizmente já tivemos milhões de exemplos práticos no Brasil e mundo afora que isto é inviável.
    O que gerou exagero de multas no Brasil por conta desses agentes comissionados. Redutores de velocidade eletrônicos adulterados pela mão do homem ou mesmo pela simples mudança climática, também multando sob comissão para seus proprietários. Por último, a quebra de um benefício da justiça brasileira, o mais básico de seus valores, o direito à liberdade, que seja ao menos por dois a três dias aos presos com bom comportamento. Agora monitorada por uma empresa particular que só visa lucros, o que não adiantou e não vai adiantar em nada. Também uma empresa Norte Americana que administra dezenas de penitenciárias nos EUA, em uma verdadeira caçada a imigrantes ilegais, só para aumentar o seu faturamento.
    Cuidar de nossa segurança é sim uma obrigação do estado, por funcionários públicos treinados. Seja via monitoramento eletrônico ou o que for, mas jamais nas mãos da iniciativa privada visando lucros financeiros.
    Se não cuidarmos de nós, corremos o risco da segurança e justiça de nosso país caírem nas armadilhas das multinacionais que só visam lucro, ou seja, nas mãos de estrangeiros que não tem o mínimo amor por esta nação e ao seu povo.
    Transformando inclusive a questão da não legalização da maconha, em um negócio valioso, pois prender passará a ser lucrativo para o ganancioso, enquanto só trará ao estado e aos nossos irmãos brasileiros, muito mais prejuízos de toda ordem e natureza.
    José Fonte de Santa Ana.

  2. Gabriel disse:

    Pois é… Concordo com Serrano, pois numa democracia legítima, o meu direito deve ser exercido, também, através do ato de evidenciar o que eu penso. Se para que se mude uma lei, muitas pessoas devem dizer o que pensam, logo, isso deve ser feito em vias públicas, aos olhos do público.

    Sou favorável a uma discussão séria sobre a descriminalização da maconha, pois se há pessoas de todos os setores da sociedade civil que a usam, e, por ser ilícita, elas devem recorrer a traficantes para obtê-la, só o fato de financiar boa parte de seus lucros já vejo benefícios em sua legalização. Fora a questão de gerar imposto que poderia ser utilizado no apoio e tratamento de pessoas viciadas em outras drogas realmente devastadoras para a sociedade.

    Opinião, apenas…

  3. izanês santos disse:

    e se o nome da campanha fosse esclarecimento sobre o uso da maconha e descriminalização será que teria o mesmo efeito negativo?
    Acho que não, pois antes de mais nada o indivíduo deve ser preparado e orientado sobre qualquer tipo de assunto e então ficará sob seu julgamento o que fazer com essa informação, afinal vivemos em uma democracia.

Deixe um comentário!